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Realmente não faço a menor ideia de como falar tanta coisa. O que me aflinge, toda a problemática e por fim pensar no que ainda me mantém na luta por esse amor.
Nunca foi parte da minha essência exigir, correr atrás e pedir as coisas, acho que o que é puro e bem vindo chega aos nossos corações sem o menor esforço. Por isso, o fato de não me postar nas redes sociais, me assumir, querer gritar aos 4 ventos que me ama, pega de jeito. Afinal, de todas as pessoas que vão o convencer da necessidade disso, eu serei a última.
Existe uma falta de consideração, respeito e vontade suficiente de tornar a relação algo mais fácil. Eu tenho 101% de parcela de culpa nesse fator, porque sempre fui fácil. Meu perdão é fácil, me contento muito fácil, me agrado de forma fácil, dizer qualquer coisa pra me manter por ali é fácil!!
Todas as vezes que eu chorei, sofri e me sucumbi em pensamentos ruins, deixei passar por muito pouco. Sempre foi simples resolver, reconciliar e voltar à estaca zero. A conquista nunca foi árdua pra que o valor daquilo se mostrasse. Talvez o erro disso seja meu.
Mas o erro de não me olhar, não me admirar como mulher e querer me expor ao mundo, é dele. Que mesmo sabendo de todas as turbulências já passadas por nós, sendo necessário trilhar todo um novo caminho correto, preferiu criar mínimos atalhos. Novamente, fazendo tudo errado!
Não existe um desejo de procurar uma postura que agrade minha mãe, uma atitude que me insira em sua família, os pequenos gestos que tornam o relacionamento leve. Tudo vira um problema e uma cobrança a ser feita, nada flui naturalmente.
Eu cansei de esperar, de me sentir insuficiente, de inventar justificavas do porque tudo acontece da forma errada, de no fim sempre ter que pedir. E de tudo que já passou pela minha mente, uma teoria, é que se isso tudo for uma bagagem de um relacionamento anterior + algum medo das consequências de me bancar ( sejam elas quais forem ), eu estou saindo fora porque não consigo mudar nada disso.
Frequentemente tento demonstrar e desde muito antes quis dar a certeza de que comigo as coisas funcionam de outro jeito. Dou liberdade, apresento o diálogo, divido e procuro acrescentar tudo que é possível. Mergulho e sempre mergulhei, sem medo e de olhos fechados, mesmo depois de ao abri-los encontrar minha cabeça sangrando.
Quero, mereço e devo me sentir afagada, acho que já passou da hora de receber ao invés de doar tanto. Entretanto em pequenos atos ( bater na minha porta de surpresa quando precisávamos resolver um problema, trazer um lanche especial sem um motivo, ir ao restaurante que eu amo para me agradar no meu aniversário, escutar tudo que tenho a dizer nas madrugadas no telefone, buscar sempre me fazer algum elogio, dar um carinho impagável ) eu consigo enxergar amor nessa relação.
Talvez esses sejam os ganchos que me prendem e sustentam nessa luta, entretanto eles deveriam ser base, deveriam ser o mínimo.
De tudo que foi dito espero que não haja dúvidas de que amo, que tentarei ao máximo melhorar tudo. Mas que mesmo assim, terei o poder suficiente de me amar em primeiro lugar.
